LIÇÕES DE SODOMA E GOMORRA

LIÇÕES DE SODOMA E GOMORRA
Mateus 10.11-15 e 2 Pedro 2.6

“11.E, em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, procurai saber quem nela seja digno, e hospedai-vos aí, até que vos retireis.
 12. E, quando entrardes nalguma casa, saudai-a;
 13. E, se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; mas, se não for digna, torne para vós a vossa paz.
 14. E, se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés.
15. Em verdade vos digo que, no dia do juízo, haverá menos rigor para o país de Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade”. (Mateus 10.11-15).

Em cada exemplo que encontramos na Bíblia Sagrada devemos tirar lições:

“E condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente”. (2 Pedro 2.6).

Que lições nós poderíamos hoje encontrar do acontecido com Sodoma e Gomorra?

Quando olho para o nosso mundo contemporâneo, me pergunto:

O mundo está melhorando ou piorando?

Qual a participação da igreja no processo de melhora ou mesmo sua omissão no processo de piora?

Diante do atual quadro de nossa sociedade moderna, diante do desespero que se encontram as nossas cidades, vamos então procurar retirar algumas lições da vida de Abraão no episódio de Sodoma e Gomorra.

1. Os pecados de uma cidade não passam desapercebidos aos olhos de Deus.

• Os pecados de Sodoma e Gomorra se agravaram diante Deus

• 2.  Somente se experimenta a misericórdia de Deus sobre uma cidade através da presença dos santos e fiéis.

• Deus não oculta de Abraão o que está por fazer (18.18)

• Cada Cristão deve interceder diante Deus em favor de sua cidade

• No caso de Abraão a intercessão é persistente (5 vezes Abrãao pediu o favor de Deus – começou com 50 justos, depois 45, 40, 30, 20 e 10).

Na visão do Apóstolo Pedro, Sodoma e Gomorra,  foram reduzidas a cinza, para servirem de exemplo aos que vivessem impiamente. Certo?

Qual era então o pecado de Sodoma? 

Conta-nos o livro de Gênesis que os moradores de Sodoma e Gomorra eram maus e profundamente pecadores. Esse pecado adquiriu tal gravidade na época de Abraão que Deus, em um evento único em toda a Bíblia, decidiu destruir inteiramente aquelas cidades.

Diz a narrativa:

“Então o Senhor fez chover enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra – do Senhor desde o céu. Subverteu, pois, aquelas cidades, e toda aquela planície, e todos os moradores daquelas cidades, e o que nascia da terra. (Gênesis 20.25)

Há constantes referências na Bíblia a este evento, que alertam para a sua destruição repentina e total. A iniquidade em Sodoma era tal que os seus moradores não tinham pudor de pecar em público:

“O aspecto do seu rosto testifica contra eles; e publicam os seus pecados, como Sodoma; não os dissimulam. Ai da sua alma! Porque fazem mal a si mesmos. (Isaías 3:9).

Contudo, que pecado tão grave era esse?

A Bíblia não descreve nominalmente que pecado era esse.

Mas era algo que tinha atingido níveis graves no momento em que Deus anuncia a Abraão a iminente destruição das cidades.

“O clamor de Sodoma e Gomorra tem se multiplicado tanto, e o seu pecado se tem agravado de tal maneira que descerei, e verei se de fato o que têm praticado corresponde a esse clamor que é vindo até mim. Se não, sabê-lo-ei.” (Gênesis 18.20-21).

A fim de tornar evidente aos homens os seus pecados, Deus então enviou dois varões (que eram anjos) à cidade, e estes foram recebidos na casa de Ló. À noite, porém, os moradores (“os homens de Sodoma, desde o moço até o velho”) cercaram a casa e exigiram que Ló entregasse os visitantes (“traze-os para fora, para que os conheçamos”). Na condição de hospedeiro, Ló não aceitou e até ofereceu suas duas filhas para os moradores, mas eles não quiseram e agrediram Ló, forçando a porta da casa.

Então os dois anjos “feriram de cegueira os homens que estavam do lado de fora, desde o menor até o maior, de modo que se cansaram de procurar a porta” (Gênesis 19.4-11).

Analisando essas narrativas, ficou evidente para dezenas de gerações que nos precederam – e também alguns pregadores atuais – que o pecado de Sodoma era bastante específico: a sodomia.

Segundo o dicionário Houaiss, a primeira vez em que foi utilizado o termo sodomia foi no século XII, referindo-se à relação homossexual[ii]. Os navegadores espanhóis relatam que os nativos das Antilhas e da Flórida eram ‘sodomitas’[iii], ou seja, em algumas ocasiões os marinheiros presenciaram indivíduos do sexo masculino praticando sexo com outros homens.

A interpretação e a identificação de Sodoma com a homossexualidade (ou, ao menos, a certas práticas associadas a ela) tornou-se tão forte que algumas versões da Bíblia traduziram em 1Reis 15.12[v] como ‘sodomitas’ para se referir aos que praticavam a prostituição de santuário e foram expulsos pelo rei Asa.

“Porque tirou da terra os sodomitas, e removeu todos os ídolos que seus pais fizeram”. (1 Reis 15:12).

“Expulsou do país os prostitutos cultuais e se desfez de todos os ídolos que seu pai havia feito. (1 Reis 15:12). NVI

Pense e considere que neste episódio acontecido com Ló e seus compatriotas, quando houve uma tentativa de se abusar violentamente dos dois visitantes, todo o povo se juntou diante da casa de Ló (“desde o moço até o velho; todo o povo de todos os lados”). As filhas de Ló são oferecidas, ficando clara a recusa dos moradores pelas filhas de Ló.

Por que uma cena tão lamentável como essa precisou acontecer pelas ruas de Sodoma? Deus já não sabia sobre o pecado de Sodoma?

DEUS SABE DE TODAS AS COISAS. Não podemos afirmar, seguindo uma leitura atenta do texto bíblico (e em conformidade com o princípio da onisciência divina), que Deus não conhecia qual era o pecado dos habitantes de Sodoma. O que Deus pretendia então com a presença daqueles anjos naquela cidade? Certamente que Deus planejava tornar transparente as misérias e mazelas que estavam sendo praticadas naquele lugar. A permissão de Deus tem exatamente esse propósito. As multidões ao redor saberiam que Deus agiu com justiça, mas nunca sem usar de misericórdia para com os que nele confiam.

Deus sabe qual era o pecado, nós certamente é que não sabemos.

Procurando ampliar a sua linha de interpretação, alguns comentadores pretenderam ter encontrado o pecado de Sodoma na ‘inospitalidade’ dos seus moradores, sem qualquer alerta sobre a imoralidade sexual. E apresentam como justificativa o seguinte comentário do próprio Cristo:

“E tu, Cafarnaum, erguer-te-ás até os céus? Serás abatida até o inferno. Se em Sodoma tivessem sido feitos os milagres que em ti operaram, ela teria permanecido até hoje. Porém, eu vos digo que haverá menos rigor para os de Sodoma, do que para ti.” (Mateus 11.23-24)

Imagine O Senhor usando um rigor maior do que o de Sodoma na correção e no juízo. Consequência de não receber bem a Cristo e aos seus sinais milagrosos evidentes.

O senso comum de interpretação deste episódio da destruição destas cidades, procura ser o mais simples possível ao considerar o exemplo do que diz a carta de Judas:

“Assim também Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas que, havendo-se prostituído como aqueles, e ido após outra carne, foram postas como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno. Contudo, semelhantemente também estes falsos mestres, sonhando, contaminaram a sua carne, rejeitaram toda a autoridade, e blasfemaram das dignidades”. (Judas 7 e 8)

O que acreditamos é que quando Jesus comparou Cafarnaum a Sodoma, não estava se referindo apenas (e nem principalmente) à inospitalidade, mas à falta de piedade e arrependimento que as cidades da Galileia demonstraram diante da operação de milagres naquelas cidades. Isaías seguiu o mesmo critério quando chamou os poderosos de Judá por ‘Sodoma’, e o povo, por ‘Gomorra’ (Isaías 1.9-10).

“Se o Senhor dos exércitos não nos deixara alguns sobreviventes, já como Sodoma seríamos, e semelhantes a Gomorra. Ouvi a palavra do Senhor, governadores de Sodoma; dai ouvidos à lei do nosso Deus, ó povo de Gomorra. De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? diz o Senhor. Estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes”. (Isaías 1.9-11).

Nossa conclusão até aqui: Cremos absolutamente que Sodoma e Gomorra sejam um exemplo claro de cidade com grave prática de imoralidade e prostituição. Contudo cremos também que outros graves pecados ali eram praticados.

“Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, não fez Sodoma, tua irmã, ela e suas filhas, como fizeste tu e tuas filhas. Ora, foi esta a maldade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão, e abundância de ociosidade teve ela e suas filhas, mas nunca amparou o pobre e o necessitado.”   (Ezequiel 16.48-49)

Cremos que os habitantes de Sodoma, como muita gente hoje em dia, tinham abundância de bens materiais, porém não se solidarizavam com as necessidades dos pobres e adoravam ídolos.
Portanto, se Sodoma deve ser comparada com alguém hoje em dia, essa comparação recaiu sobre o conjunto sociedade com sua injustiça em relação aos pobres, e não somente ao declínio moral dessa mesma sociedade.

Sabemos no texto lido que Ezequiel não está se referindo realmente à Sodoma, e sim fazendo uma comparação dos efeitos do seu pecado (que, no caso de Judá, não eram imorais do ponto de vista sexual, mas material). E sendo assim, não podemos deixar de perceber a “comparação” que ficou estabelecida com este exemplo.

A questão aqui é enfatizar que Jerusalém não cometia provavelmente os mesmos pecados, mas outros que igual juízo merecem da parte de Deus:

“Todavia não andaste nos seus caminhos, nem fizeste conforme as suas abominações; mas, como se isto fosse muito pouco, ainda te corrompeste mais do que elas, em todos os seus caminhos” (Ezequiel 16.47)

Para Ezequiel, o pecado dos seus contemporâneos era ainda mais grave que o de Sodoma, porque Jerusalém já tinha conhecimento DO QUE HAVIA ACONTECIDO COM SODOMA, já tinha conhecimento dos mandamentos de Deus e, ao violá-los, cometera abominações ainda piores que aquelas que levaram Sodoma à destruição.

É comum que pregadores bíblicos lembrem de Sodoma e Gomorra como alerta de destruição contra o comportamento da sociedade ou de pequenos grupos (no caso mais comum, os pecados de sexualidade), o que fornece um motivo ‘divino’ para catástrofes, ataques ou desastres naturais. A imoralidade sexual é muitas vezes a única justificativa para tais acontecimentos.

Mas também é comum que outros pregadores retirem qualquer conotação sexual do pecado de Sodoma e atribuam a sua iniquidade a comportamentos políticos ‘modernos’ (restrição a imigrantes ilegais ou a falta de políticas de bem estar social, por exemplo).

As lições de Sodoma e Gomorra precisam ser assimiladas por nós ainda Hoje:

Deus poderia ter corrigido apenas algumas famílias, algumas pessoas, como por exemplo foi o caso de Acã, onde o Senhor identificou um pecador dentre tantos. Por que neste caso o Senhor nosso Deus puniu os pecados em coletividade? Corrigiu duas cidades, punindo seus pecados como sociedade organizada e não de forma individualizada?

Mahatma Gandhi consegue ao meu ver e no meu entendimento ilustrar o que ele decidiu chamar de SETE PECADOS SOCIAIS:

-Política sem princípios (Escrúpulos)

-Riqueza sem trabalho

- Prazer sem consciência (Responsabilidade)

- Conhecimento sem caráter

-Comércio sem moralidade

-Ciência sem humanidade

-Culto sem sacrifício.

Quando analisamos a presença desses 7 comportamentos pecaminosos numa sociedade, conseguimos então sentir e perceber um pouquinho do que o Senhor manifestou quando da sua ira corretiva sobre Sodoma e Gomorra. Há muitos pecados para além da imoralidade sexual.

O que realmente sabemos sobre os pecados de SODOMA E GOMORRA analisando os relatos bíblicos?

O que sabemos é que o pecado de Sodoma não é um mistério. A Bíblia nos fornece indicações claras sobre ele:

1. Existiam pecados de natureza sexual. Essa compreensão, quando realmente faz referência a Sodoma (e não a uma metáfora), deixa claro a natureza essencialmente sexual do pecado que elevou seu clamor até Deus. A punição é um exemplo aos que vivem de maneira ímpia.

Como se lê em 2Pedro 2.7,

“Também condenou as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinzas, tornando-as exemplo do que acontecerá aos ímpios; mas livrou Ló, homem justo, que se afligia com o procedimento libertino dos que não tinham princípios morais”. (2 Pedro 2:6-7).

2. O Pecado era Público. Os moradores de Sodoma não escondiam dos demais a sua vida pecaminosa. Quando tentaram violar a casa de Ló, todos se juntaram nessa tentativa, entendendo que o estupro dos visitantes era uma prioridade, mesmo que o intercurso com eles não fosse prática de todos.

“Ainda não tinham ido deitar-se, quando todos os homens de toda parte da cidade de Sodoma, dos mais jovens aos mais velhos, cercaram a casa”. (Gênesis 19.4).

3. Era um pecado de desigualdade social.

"Saia da frente! ", gritaram. E disseram: "Este homem chegou aqui como estrangeiro, e agora quer ser o juiz! Faremos a você pior do que a eles". Então empurraram Ló com violência e avançaram para arrombar a porta.  (Gênesis 19:9).

4. Era um pecado com grave contorno violento.

“...e lhes disse: "Não, meus amigos! Não façam essa perversidade!” (Gênesis 19:7).

“...Faremos a você pior do que a eles". Então empurraram Ló com violência e avançaram para arrombar a porta.” (Gênesis 19:9).

Os moradores de Sodoma –  intentaram uma ação brutal contra Ló e os enviados de Deus. Esse desfecho está relacionado com a natureza do pecado de Sodoma. Não foi um incidente secundário.

A intenção de Deus em enviar seus anjos à cidade (“verei se de fato o que têm praticado corresponde a esse clamor que é vindo até mim”) foi realmente tornar evidente o ponto em que os sodomitas – agora podemos chamá-los assim – poderiam chegar.

Sodoma e Gomorra não existem mais. Sua rebeldia contra o Senhor – manifestada em uma pecaminosidade extrema – foi o caminho que levou à sua destruição.

Vez por outra alguém vê por aí uma nova Sodoma, uma nova Gomorra, para dar uma vestimenta bíblica às suas próprias condenações morais ou a agendas políticas suspeitas.

Mas um castigo aguarda pelos ‘sodomitas’ de qualquer época, e terão que prestar conta tanto do pecado que praticam quanto pelos que levam outros a fazer. Também sei que um castigo aguarda todos aqueles que vivem de forma ímpia e na ausência de arrependimento pelos seus pecados, quais sejam eles.

AS LICÕES QUE APRENDEMOS DE SODOMA E GOMORRA.

“...se, reduzindo a cinza as cidades de Sodoma e Gomorra, condenou-as à destruição, havendo-as posto para exemplo aos que vivessem impiamente; e se livrou ao justo Ló, atribulado pela vida dissoluta daqueles perversos.”  (2 Pedro 2:6-7).

AS LIÇÕES QUE DEVEM SER APLICADAS PARA CADA UM DE NÓS HOJE.

“...também sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar para o dia do juízo os injustos, que já estão sendo castigados; especialmente aqueles que, seguindo a carne, andam em imundas concupiscências, e desprezam toda autoridade. Atrevidos, arrogantes, não receiam blasfemar das dignidades”. (2 Pedro 2: 9-10).

“...tendo os olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecar; engodando as almas inconstantes, tendo um coração exercitado na ganância, filhos de maldição...” (2 Pedro 2:14).

“Estes são fontes sem água, névoas levadas por uma tempestade, para os quais está reservado o negrume das trevas”. (2 Pedro 2:17).

O QUE FAZER DIANTE DE TAL REALIDADE?

•    Pratique Retidão e Justiça. (Gênesis 18.16-19).

“E levantaram-se aqueles homens dali e olharam para a banda de Sodoma; e Abraão ia com eles, para os encaminhar.
 E disse o Senhor: Ocultarei eu a Abraão o que faço,
 visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e por meio dele serão benditas todas as nações da terra?
 Porque eu o tenho escolhido, a fim de que ele ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para praticarem retidão e justiça; a fim de que o Senhor faça vir sobre Abraão o que a respeito dele tem falado.  (Gênesis 18:16-19).

Cada cristão nascido de novo deve servir de testemunho aos pecadores. Fomos salvos para que outros venham a conhecer o poder salvador de Jesus Cristo através do nosso testemunho cristão.

•    Demonstre compaixão para com os pecadores. (Gênesis 18.23-33).

“E chegando-se Abraão, disse: Destruirás também o justo com o ímpio?
 Se porventura houver cinquenta justos na cidade, destruirás e não pouparás o lugar por causa dos cinquenta justos que ali estão?
 Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio, de modo que o justo seja como o ímpio; esteja isto longe de ti. Não fará justiça o juiz de toda a terra?” (Gênesis 18:23-25).

Ninguém deve deixar de orar por aqueles que estão sendo devorados pelos seus pecados. Precisamos usar de compaixão e buscar em oração a misericórdia do Senhor para com o seu povo.

Conclusão:

Certamente que Deus espera mais de nós na cidade. Se ganharmos as cidades, ganharemos o mundo para Cristo. Sejamos fiéis testemunhas de Jesus Cristo, intercedamos por nossas cidades, demonstremos mais compaixão para com as almas perdidas.

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